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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

#FSdasResistências - Plenária de Comunicação terá distribuição de vídeos

Por Rita Freire
Ciranda.net

Seleção de vídeos de interesse do movimento social e capinha do CD feita pelas organizações do Fórum Mundial de Mídia Libre Brasil, com montagem pelo pessoal do Parrhesia, para o FS Resistências.


PLENÁRIA DE COMUNICAÇÃO
Na plenária de comunicação e cultura de amanhã, vamos participar da construção de uma agenda estratégica, respondendo às seguintes perguntas: 
a) Contra o quê e contra quem resistimos?
b) Quais os valores/propostas que nossas causas oferecem para um outro mundo possível?
c) Qual ou quais as agendas de luta propostas para 2017
O resultado vai para a Assembleia dos Povos,à tarde, que fará uma agenda geral de lutas para o ano.

Contribuições na área da comunicação são bem vindas e esperamos vocês no debate também.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Fórum Social das Resistências terá Clube de Cultura com programação diversa na próxima semana em Porto Alegre


🎥 16/01/17 (segunda-feira)
18h30 | Exibição do filme “Jango” de Sílvio Tendler (1h55m), seguido de debate com Christopher Belchior Goulart (neto de João Goulart), e Juremir Machado da Silva, autor do livro “Jango: a vida e a morte no exílio”.
🎼 17/01/17 (terça-feira)
18h30 | Exibição documentário “1914”, de Klaus Farina Claus Farina (43 min).
19h30 | Exibição documentário “Privatizações: a distopia do capital” de Silvio Tendler (56 min).
21h | Recepção do Clube de Cultura ao Fórum Social das Resistências | shows de Duda Fortuna e Canto dos livres.
♻ 18/01/17 (quarta-feira)
18h30 | Exibição documentários “Espírito de porco” de Chico Faganello & Dauro Veras (52 min), e “Devastação sem compensação", de Bernardino Furtado (11 min).
19h30 | Desmonte Ambiental e Resistências | debate aberto com Luís Fernando Perelló (Fundação Zoobotânica), Jorge Quillfeldt (Instituto de Biociências UFRGS) e Leonardo Melgarejo (Agapan) | Mediação: José Renato Barcelos | Apoio: Coletivo A Cidade Que Queremos – Porto Alegre.
♻ 19/01/17 (quinta-feira)
18h00 | Exibição documentário “Requiem for the American Dream” de Noam Choamsky (1h18m).
19h30 | Desmonte cultural e resistências | debate aberto com Luís Augusto Fischer (escritor e professor da UFRGS), Hamilton Leite (Oigale), Graziela Saraiva (CIA de Arte), Alexandre Leboutte (Fundação Piratini) e Fabio Cunha (Sated) | Mediação: Claúdio Knierim.
♻ 20/01/17 (sexta-feira)
9h | Guaíba e Porto Alegre: discutindo a relação | Movimento Preserva Arado, Coletivo Ambiente Crítico, Coletivo Minha Porto Alegre e Movimento Cais Mauá de Todos | Apoio: Coletivo A Cidade Que Queremos – Porto Alegre.
14h | Roda de Conversa sobre Agricultura Urbana “Coletivo A Cidade Que Queremos” | Coordenação de Roberto Rebes Abreu da AGAPAN, com Anselmo Kanaan Costa (Educador Popular e coordenador da Feira da Cultura Ecológica), Juarez Antônio Felipe Pereira (agricultor orgânico, biodinâmico e guardião de sementes, associado à Associação Agroecológica Núcleo Vale do Caí da Feira dos Agricultores Ecologistas), Felipe Farias e Daniela Lemos (Horta Fazenda do Arado, de Belém Novo).
18h | Exibição dos documentários “Brasil um retorno a razão!?”, de Klaus Farina (3 min), e "Todo Guantánamo é nosso", de Hernando Calvo Ospina (37 min) | Apoio: Associação Cultural José Martí.
19h | Desmonte social e resistências | debate aberto com representantes das ocupações Pandorga, Mirabal, Utopia e Luta, Lanceiros Negros, Ocupa Minc e secundaristas | Mediação: Mônica Meira (Complexus-PUCSP, Nega-UFRGS) | Apoio: Coletivo A Cidade Que Queremos – Porto Alegre.
21h | Apresentação movimento Fronteiras Culturais no Fórum Social das Resistências.
21h30 | Fronteiras Musicais | participação dos músicos Chito de Mello e Yoni de Mello (Uruguai), Demétrio De Freitas Xavier e Felipe Azevedo (Brasil).
♻ 21/01/17 (sábado)
9h | Reunião Aberta do Coletivo A Cidade Que Queremos – Porto Alegre.
18h | Fronteiras Culturais no Fórum Social das Resistências | Mesa 1 | Fronteiras: uma constelação de conceitos | Lucas Panitz (Professor de geografia UFPel), Marília Floôr Kosby (Poeta e doutoranda em antropologia UFRGS), Marta Piñero (Especialista em políticas públicas de gênero – Uruguai), Ricardo Almeida (Consultor em gestão e territórios culturais, Porto Alegre) e Tau Golin (Professor de história UPF).
19h30 | Fronteiras Culturais no Fórum Social das Resistências | Mesa 2 | Políticas de integração e resistência cultural | Enrique da Rosa (Coordenador do Centros MEC, Uruguai), Adriana Dorfman (Professora de geografia UFRGS), Maria Fernanda Passos (Gestora Cultural, Jaguarão), Lisandro Moura (Sociólogo e professor IFSul, Pampa Sem Fronteiras, Bagé), Jussara Dutra (Psicóloga e gastrônoma, Porto Alegre) e Waldemar Pernambuco (Mestre Griô, Movimento Quilombista, Porto Alegre).
21h | Encerramento Fronteiras Culturais | show Grupo Alabê Ôni – Nobres tamboreiros.
22h | Despedida do Clube de Cultura ao Fórum Social das Resistências | shows de Vitoria Lopes & Txai Mello, e Marietti Fialho.
♻ De 16 a 21 de janeiro ocorre a exposição de fotografias de Adriana Epifanio (Rivera Lado B – Rivera, Uruguai), Leandro Abreu da Silveira (América do Sol – Santana do Livramento), Paulo Corrêa (Reflexos das Raízes Africanas – Porto Alegre) e Zé Darci (Baobás do fim do mundo – Pelotas) | Parceria: Fórum Social das Resistências, projeto Fronteiras Culturais e Clube de Cultura ♻
🔔 TODAS PROGRAMAÇÕES SÃO GRATUÍTAS, PORÉM EXISTE UMA LOTAÇÃO MÁXIMA 🔔 SE PROGRAME E VENHA 🔔https://www.facebook.com/events/222513214824583/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ponerle Colores a los sueños

Por Kiuder Yero Torres y Yuricel Moreno Zaldívar*

Hace unos días, mientras tomaba algunas notas para el prólogo de un libro que estoy escribiendo, me sometí al ejercicio de explicarle a mi hija que todos soñamos en blanco y negro; pero todo se fue complicando y casi tuve que hacer un doctorado en polisomnografía, por la lluvia de preguntas que se me vinieron. Luego, ya más en calma, me fui dando cuenta que era una hermosa imagen para recordar y tocar los dos o tres puntos más importantes del año, para de esa manera felicitarlos.

Siempre por estos días, llegando a un ciclo de 365, es bueno volver atrás y pensar en las huellas que dejó la vida. Para mí el 2016 ha sido complejo, he ganado y perdido amigos, he visto partir y nacer personas importantes de mi existencia, tomé decisiones muy complejas; pero lo más importante es que seguí adelante. Desde enero encontré
muchos obstáculos, escuché la voz que me acompaña, no solo en la organización de proyectos y logré el 5to Encuentro de Poetas en Cuba “La Isla en Versos”, perdonen si hiero a alguien por el cambio de nombre. Este quinto encuentro estuvo lleno de detalles, unos fueron bordeados, subsanados; muchos llegaron y partieron con las lluvias de mayo. Se cumplieron los objetivos literarios y de carácter histórico que nos trazamos, nos dejaron sugerencias que asumimos para la “Isla en Versos” del 2017. Este año fue muy importante la decisión de independizarnos en nuestro evento y abrir el diapasón de ideas para un evento más integrador, amigos que conocen mi trabajo, incondicionales, junto a promotores, escritores e instituciones con las que se ha ido haciendo contacto se está trazando una nueva estrategia de difusión que va dando buenos frutos.

Cuba ha pasado por muchas situaciones de afirmación en el marco de relaciones internacionales, no solo con los Estados Unidos de América, hemos dado pasos e inversiones importantes que la hacen avanzar económicamente, un poco lenta para la visión que tenemos los dueños naturales de estos pedazos de tierra sobre el mar, asegurándonos de cometer los menos errores posibles. Una mala noticia fue el deceso de Fidel, a muchos nos sorprendió, nos movilizó a despedir a este líder natural, a todos nos hizo reflexionar sobre el camino a seguir en los próximos lustros. Recibí una cantidad increíble de mensajes de chat, sms, llamadas, comentarios en las redes sociales, todos dando apoyo y recordando diferentes momentos de la intensa y longeva vida del Comandante en Jefe de nuestras utopías. Es un dolor que llevamos similar al de un ser querido, pasará algo de tiempo para poder
adaptarnos a la idea. Lo más importante es saber, que Fidel dejó para muchos, la vida física, nos legó todo un pensamiento y compromiso futuro a las generaciones de cubanos que pisamos esta quimera con sus matices y llenas de imperfecciones todavía.

El 2017 se asoma, varios vendrán a Cuba, unos lo harán en el 6to Encuentro de Poetas en Cuba “La Isla en Versos”, algunos en diferentes momentos ya planeados, para dar a conocer su obra artística o
simplemente divertirse. Sé que todos perseguirán con sus letras, melodías, pinceles o lentes; el cómo colocar poco a poco las tonalidades disímiles de mi gente; buscarán el negro, el blanco o el mestizo de cada persona en las calles; el azul, naranja o estrellado de un cielo que siempre nos cubrirá a todos; algunos se llevarán la
memoria de los artistas, el ron, el calor intenso, los Habanos, fotos de autos clásicos, de la arquitectura y cuando vuelvan a sus naciones cercanas como Dominicana, Puerto Rico o Panamá y distantes como Taiwán, África o la Rusia asiática; sentirán que finalmente han vivido el sueño, con todos los colores de una amistad verdadera al ofrecer un saludo de respeto, un beso o una mano firme.

¡FELIZ 2017 DESDE CUBA!

Un abrazo sincero,
Kiuder Yero Torres y Yuricel Moreno Zaldívar

6TO ENCUENTRO DE POETAS EN CUBA “LA ISLA EN VERSOS”
Del 30 de abril al 9 de mayo del 2017

Para más información del evento ponerse en Contacto con:

Kiuder Yero Torres
Poeta Organizador
6to Encuentro de Poetas en Cuba “La Isla en Versos”
Comité Organizador Romerías de Mayo,
Festival Mundial de Juventudes Artísticas.
Holguín, Cuba. kiudery@gmail.com
cuba.laislaenversos@gmail.com

Msc. Yuricel Moreno Zaldívar
Coordinadora General de Actividades
6to Encuentro de Poetas en Cuba “La Isla en Versos”
Comité Organizador Romerías de Mayo,
Festival Mundial de Juventudes Artísticas.
Holguín, Cuba. yuricelm@gmail.com
yuricel@baibrama.cult.cu

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Folk Marathon Valparaíso Chile 2016 - 2017 com ritmos brasileños por Brenda Marques Pena de Imersão Latina


Al final del año estaré en Valparaíso para este taller en Folkmarathon. Podemos compartir este momento! Inviten los amigos! Buenas vibraciónes percursivas para 2017!

"Brenda Marques Pena, baterista y percursionista de Brasil, integrante de Banda Cáustica y de Imersão Latina"

Mira el evento y programación completa en:
https://www.facebook.com/events/289457001438179/

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Cortar o tempo

Poemagem: Jaak Bosmans

Cortar o tempo
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...
Para você, Desejo o sonho realizado.
O amor esperado. A esperança renovada.
Para você, Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas...
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes...
e que eles possam te mover a cada minuto,
no rumo da sua FELICIDADE!!!"
Carlos Drummond de Andrade.
Obs, sobre a autoria,
Há algumas referências de que esse poema é de Roberto Pompeu de Toledo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

El mundo doblemente al revés como Eduardo Galeano setenciaba

Eduardo Galeano por Andres Capeluto 
El mundo doblemente al revés

Por Roberto Regalado 
ALAI AMLATINA

A mediados de 1998, transcurridas más de tres décadas de globalización imperialista, dos de apogeo del neoliberalismo y casi una del derrumbe del bloque socialista europeo, el insigne escritor uruguayo Eduardo Galeano, fallecido en 2015, publicó el libro: Patas arriba. La escuela del mundo al revés. En sus páginas introductorias, Galeano escribió una nota titulada, «Si Alicia volviera», en referencia al conocido cuento infantil Alicia en el país de las maravillas. Esa nota dice:

Hace ciento treinta años, después de visitar el país de las maravillas, Alicia se metió en un espejo para descubrir el mundo al revés. Si Alicia renaciera en nuestros días, no necesitaría atravesar ningún espejo: le bastaría con asomarse a la ventana.

Al fin del milenio, el mundo al revés está a la vista […].

En el capítulo titulado «Los modelos del éxito», Galeano sentenciaba:

El mundo al revés premia al revés: desprecia la honestidad, castiga el trabajo, recompensa la falta de escrúpulos y alimenta el canibalismo. Sus maestros calumnian la naturaleza: la injusticia, dicen, es la ley natural. Milton Friedman, uno de los miembros más prestigiosos del cuerpo docente, habla de «la tasa natural de desempleo». Por ley natural, comprueban Richard Herrstein y Charles Murray, los negros están en los más bajos peldaños de la escala social. Para explicar el éxito de sus negocios, John D. Rockefeller solía decir que la naturaleza recompensa a los más aptos y castiga a los inútiles; y más de un siglo después, muchos dueños del mundo siguen creyendo que Charles Darwin escribió sus libros para anunciarles la gloria.

A dieciocho años de la publicación de la citada obra de Galeano, el mundo sigue estando al revés, pero eso ya no está tan a la vista. Digamos que durante esos más de tres lustros, quienes pusieron el mundo al revés, y lo siguen manteniendo al revés, desataron una campaña de saturación ideológica y mediática para ocultarlo.

El neoliberalismo es una doctrina concebida para imponer y legitimar la desigualdad social extrema. En los años setenta, ochenta y noventa del siglo XX, los ideólogos neoliberales decían públicamente lo que pensaban, entre otras cosas, que la desigualdad social, llevada a sus extremos más atroces, era buena y necesaria y, por tanto, debía ser fomentada por el Estado. Así repetían lo que habían aprendido de su maestro: en el pequeño libro considerado como obra fundacional del neoliberalismo, Camino de Servidumbre, impreso en 1944, el padre de esa doctrina, Friedrich Hayek, afirmaba«toda política directamente dirigida a un ideal sustantivo de justicia distributiva tiene que conducir a la destrucción del Estado de Derecho».[1] Repárese en que Hayek planteaba que la justa distribución de la riqueza conduce a la destrucción del Estado de Derecho, es decir, que la justicia social es incompatible con la democracia liberal burguesa o, dicho a la inversa, que la democracia liberal burguesa es incompatible con la justicia social.

En esa misma línea de pensamiento, el autor del capítulo sobre los Estados Unidos del Informe de la Comisión Trilateral, publicado en 1975, el profesor Samuel Huntington, decía:

La operación efectiva del sistema político democrático usualmente requiere mayor medida de apatía y no participación de parte de algunos individuos y grupos. En el pasado, toda sociedad democrática ha tenido una población marginal, de mayor o menor tamaño, que no ha participado activamente en la política. En sí misma, esta marginalidad de parte de algunos grupos es inherentemente no democrática, pero es también uno de los factores que ha permitido a la democracia funcionar efectivamente.[2]

Huntington no lo menciona de manera explícita, pero queda bien claro que, para él, el funcionamiento de la democracia requiere que los sectores populares sean apáticos, que no se organicen, que no postulen a sus propios candidatos y candidatas, y que no voten por ellos. Para Huntington, el problema del mundo era una exacerbación de lo que él llamaba «igualitarismo democrático» de incontables «grupos de interés» que asediaban al Estado con demandas que este no estaba en condiciones de satisfacer. Con otras palabras, para él, el problema del mundo eran las reivindicaciones socioeconómicas de los sectores populares que el Estado burgués no puede ni quiere atender, porque su función es defender los intereses del imperialismo y la oligarquía.

Para combatir a esos sectores populares, la Comisión Trilateral, integrada por oligarcas e intelectuales de derecha de los Estados Unidos, Europa Occidental y Japón, abogaba, en forma totalmente pública, a viva voz, por fomentar el gobierno de las élites, promover la apatía de las mayorías, limitar las expectativas de las capas sociales bajas y medias, aumentar el poder presidencial (es decir, el presidencialismo), fortalecer el apoyo del Estado al sector privado y reprimir a los sectores radicalizados del movimiento sindical, entre muchas otras medidas y acciones de igual corte antidemocrático, elitista, excluyente y discriminatorio.

Sirvan estas menciones a Hayek y Huntington para fundamentar la afirmación de que, entre las décadas de 1970 y 1990, los ideólogos neoconservadores y neoliberales decían abiertamente lo que pensaban. Lo hacían con el objetivo de que los estratos más favorecidos de la sociedad lo asumieran como propio y lo practicaran, y de que los estratos más desfavorecidos lo aceptaran con resignación, por ser supuestamente inevitable.

El imperialismo mundial y las oligarquías de Asia, África y América Latina, siguen pensando y actuando exactamente igual. La diferencia es que hoy, no solo no lo dicen, sino que mienten con impudicia. En los dieciocho años transcurridos desde que Galeano denunciara que el mundo está al revés, los ideólogos de la derecha aprendieron a esconder su verdadero pensamiento y a asumir, de modo hipócrita, por una parte, los principios y valores de la democracia liberal burguesa emanados de la Ilustración y la Gran Revolución Francesa del 1789, principios y valores de los cuales Hayek, Huntington y todos los de su clase, renegaron y execraron y, por la otra, se han apropiado y han profanado principios y valores de los movimientos populares y las fuerzas políticas de la izquierda del siglo XX, como la defensa de los derechos humanos

¿Por qué ese cambio? Debido a que pocos meses después de la publicación de esta obra de Galeano, a finales del propio año 1998, el comandante Hugo Chávez Frías abrió en América Latina una larga cadena de elecciones y reelecciones de gobiernos de izquierda y progresistas; debido a que, en virtud del acumulado de lucha de los pueblos, del rechazo universal a los métodos represivos históricamente empleados por las clases dominantes, y a las atroces consecuencias de las políticas neoliberales, movimientos populares y fuerzas políticas de izquierda y progresistas han sido electas y reelectas al gobierno en un considerable número de países de América Latina, por los medios y métodos de la democracia liberal burguesa. De modo que el cambio se debe a que los movimientos populares y fuerzas de izquierda de América Latina crearon las condiciones para utilizar, a su favor, los medios y métodos de un sistema político que había sido concebido para excluirlos del poder, para excluirlos del gobierno, para excluirlos del Estado, para excluirlos de toda participación política efectiva.

Por este motivo, los ideólogos de la derecha ya no pueden decir públicamente que la justicia social es incompatible con la democracia liberal burguesa o, vuelvo a decirlo a la inversa, porque se entiende mejor, que la democracia liberal burguesa es incompatible con la justicia social. Tampoco pueden decir públicamente que la exclusión de los sectores populares es una premisa del funcionamiento efectivo de ese sistema político democrático burgués.

En los países donde la izquierda ejerce el gobierno, las oligarquías, sus centros de propaganda, sus medios de comunicación y sus jueces y demás instrumentos, junto a las embajadas de los Estados Unidos y demás potencias imperialistas, se lavan las manos, como Poncio Pilatos, y culpan a la izquierda de todas las lacras, vicios y deformaciones inherentes al sistema político imperante: enlodan las palabras democracia, transparencia, probidad, derechos humanos, ciudadanía, libertad de expresión, división de poderes, Estado de Derecho, y muchas otras. Pero, en los países donde la derecha sigue gobernando, esos temas ni los mencionan.

Los ideólogos de la derecha no dicen que sus antepasados del siglo XVIII fueron enemigos a muerte de la construcción del sistema político democrático liberal burgués, enemigos a muerte del concepto de ciudadanía y del sistema de partidos políticos. Tampoco dicen que durante toda la segunda mitad del siglo XIX se opusieron al voto para todos los hombres, y que, hasta ya adentrado el siglo XX, se siguieron oponiendo al voto para las mujeres; no dicen que sus antepasados fueron enemigos jurados de que las mujeres y los hombres del pueblo, las ciudadanas y los ciudadanos, se organizaran en partidos políticos para conquistar y defender sus derechos políticos, económicos, sociales y culturales. No dicen una palabra de Hayek o de Huntington, ni de Friedman, de Herrstein, de Murray o de Rockefeller. No mencionan a Ronald Reagan ni a Margaret Thatcher, los principales promotores de la universalización del neoliberalismo en la década de 1980. Tampoco mencionan a los gobernantes latinoamericanos de inicios de los años noventa, causantes de la exclusión y la marginación de millones de latinoamericanos y latinoamericanas, como Carlos Andrés Pérez, Carlos Salinas de Gortari, Carlos Saúl Menem o Alberto Fujimori.

Parafraseando a Galeano, hoy podemos decir que el mundo está doblemente al revés, porque no solo siguen reinando los antivalores que él denunció, sino que, además, se justifica y defiende ese reinado con la mentira grosera. Hoy vienen a los países gobernados por partidos de izquierda y progresistas los heraldos de las internacionales de derecha (liberales, conservadores, demócrata cristianos y socialdemócratas, entre otros), y sus ONG’s financiadas con dinero de los monopolios transnacionales, a embaucar a nuestra juventud y a nuestro pueblo en general con las ideas fundacionales más avanzadas del pensamiento político liberal de los siglos XVIII y XIX, sin decirles que no fueron graciosas dádivas de sus antepasados oligarcas, sino conquistas arrancadas a ellos por nuestros antepasados, es decir, por los movimientos obreros, socialistas y femeninos de aquella época. Hoy vienen a embaucar a nuestra juventud y a nuestro pueblo en general, como si aquellas ideas fundacionales de la democracia liberal burguesa todavía fuesen puras, inmaculadas, respetadas y vigentes, como si el pensamiento neoconservador y neoliberal del siglo XX no hubiese renegado y abjurado de ellas. Hoy vienen a embaucar a nuestra juventud y a nuestro pueblo en general, como si no hubiesen sido las luchas de los movimientos populares y las fuerzas políticas de izquierda y progresistas las que les arrancaron a ellos los espacios democráticos existentes en la actualidad.

Ahora bien, esa manipulación hipócrita de los principios fundacionales de la democracia liberal burguesa y de algunas banderas de la izquierda solo impera en los países gobernados por fuerzas de izquierda y progresistas, mientras dichas fuerzas se mantienen en el gobierno. Cuando la derecha neoliberal logra recuperar el control del Poder Ejecutivo del Estado, como sucedió en Argentina y Brasil, de inmediato renacen los espectros de Hayek, Huntington, Friedman, Herrstein, Murray, Rockefeller, los espectros de Reagan y Thatcher, los espectros de Pérez, Salinas de Gortari, Menem, Fujimori y otros. De inmediato cesa la verborrea contra la supuesta partidocracia, desaparecen de escena las organizaciones pretendidamente defensoras de la ciudadanía, y los magistrados venales pasan, de la judicialización de la política, a la criminalización de las lideresas y los líderes de izquierda y progresistas, como hacen hoy en Argentina contra la expresidenta Cristina Fernández y muchas figuras de su gabinete y del Frente para la Victoria, y como hacen hoy en Brasil contra los expresidentes Luiz Inácio Lula da Silva y Dilma Rousseff y muchas figuras de sus gabinetes y del Partido de los Trabajadores.  Y, también de inmediato regresan las privatizaciones, la negación de los derechos sindicales, los despidos masivos, las reducciones salariales, los incrementos de precios, la entrega del país a los monopolios transnacionales, y todo lo demás que ya conocimos y sufrimos. Esos son los objetivos que la derecha persigue hoy con su campaña desestabilizadora contra los gobiernos de los presidentes Nicolás Maduro en Venezuela, Evo Morales en Bolivia, Rafael Correa en Ecuador, y Salvador Sánchez Cerén en El Salvador. A raíz de la reciente reelección del presidente Daniel Ortega, ahora están recrudeciendo esa campaña en Nicaragua.


- Roberto Regalado es Doctor en Ciencias Filosóficas, Licenciado en Periodismo, miembro de la Sección de Literatura socio-histórica de la Unión Nacional de Escritores y Artistas de Cuba.


[1]    Friedrich Hayek: Camino de Servidumbre, Alianza Editorial, Madrid, 1976, p. 111.
[2]    Samuel Huntington, citado por Holly Sklar, en: «Trilateralism: managing dependence and democracy –an overview», en Holly Sklar (editor) Trilateralism: The Trilateral Commission and Elite Planning for World Management, South End Press, Boston, 1980, pp. 5‑6.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Fórum Social das Resistências terá como foco a luta pela democracia e direitos dos povos e do planeta


BOLETIM INFORMATIVO DO FÓRUM MUNDIAL DAS RESISTÊNCIAS 2017
17 A 21 DE JANEIRO DE 2017 - Porto Alegre, RS, Brasil
Está chegando a hora! Os povos em luta e resistência contra a perda de direitos e retrocessos, irão debater, renovar e fortalecer as lutas por um outro mundo possível. A conjuntura mundial nos pede coragem. E frente ao crescente processo de retrocessos políticos, sociais, econômicos e o aprofundamento da crise ambiental há várias iniciativas de coletivos, movimentos e organizações sociais em lutas e resistências. Reunir estas experiências para troca de informações, criar pontos de contatos e pensar formas de unir e acumular forças é uma necessidade.
Em contraposição ao Fórum Econômico de Davos, o FSR 2017 ocorrerá na mesma data, na capital de onde surgiu em 2001, o Fórum Social Mundial. Por isso estamos convocando à todas e todos que estão mobilizadas e mobilizados contra a retirada de direitos a se somarem num esforço coletivo para a realização de um FÓRUM SOCIAL DAS RESISTÊNCIAS – por democracia e direitos dos povos e do planeta a se realizar de 17 a 21 de Janeiro de 2017 em Porto Alegre, Brasil. A data é em contraposição ao Fórum Econômico de Davos, evento que congrega o pensamento neoliberal responsável pela crise civilizatória que a humanidade vive.
Os povos resistem em Porto Alegre! Participe, traga a sua bandeira e a sua mensagem para um outro mundo possível.
#EuResisto #Resistências #FSResistências2017
COLETIVA DE IMPRENSA – 20/12/2016, às 11h, SindiBancários
Informes sobre o Fórum Social das Resistências
A partir das 11 horas, haverá uma conversa com os jornalistas/ imprensa, no SindiBancários, 3º andar ( rua General Câmara, 424, Centro).
Serão abordadas as seguintes pautas:
– Temática do FSResistências 2017: por democracia e direitos dos povos, e do planeta;
– Território do Fórum Social das Resitências 2017;
– Plenárias de Resistências (convergências sobre os diversos temas e lutas);
– Programação.
  • Próxima Plenária: 05/01/2016, às 18h, no CAMP (rua Praça pereira Parobé, 130, 9º andar)
  •  Territórios do Fórum: Parque da Redenção e o Auditório Araújo Viana

Por Democracia e Direitos dos Povos e do Planeta.  Traga a sua bandeira!
Comitê de Apoio Local ao FSResistências 2017
Informações gerais: espaco.fsm.poa@gmail.com